terça-feira, 26 de agosto de 2008

A evolução das espécies

Achei um interessante texto, escrito em 2006, por mim e meus então colegas de sala. Não posso deixar de rir, mas fico feliz que todos tenhamos evoluído, não apenas em argumentação e conteúdo, como em maturidade. Para calouros, até que não éramos tão ruins. Mas chega a ser cômico, confesso que tenho até uma certa nostalgia dos dias de idealista e que eu tinha vontade de morrer na guerra cobrindo as atrocidades humanas. Dou destaque para certos pontos: eu uso o termo “mundo capitalista” e expressões como “não se pode aceitar”. E, tenho certeza que sou responsável pela frase: “Qualquer curso de jornalismo, por pior que seja, ensina a seus alunos a importância de um mínimo de consciência ética”.
Segue o link: http://jornal.unibrasil.com.br/cms/index.php?option=com_jd-wp&Itemid=&p=22

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Poema do Erro

Tem um erro, ela disse.
Tem um erro bem aqui.
Há sempre um erro no universo.
Um verso certo eu nunca vi.

Há sempre um erro fatal,
um erro primário,
um erro crasso.
Um erro de itinerário,
um erro de tempo e de espaço.
Nada há coisa mais crassa,
no fundo, que um erro,
desgraça do mundo.

Decerto,
há coisas que o erro não é.
O erro não é a falha,
o erro é de boa-fé.
O erro não é a mentira;
o erro, ou coisa que o valha,
é quase sempre a verdade.
Independe da vontade;
o erro é o que se respira.

O erro é o desterro das coisas
um dia tomadas por certas.
Da razão, é a via aberta,
resposta comum de um problema.
O erro é o x da questão,
é a alma do sistema.

O erro é o verso em prosa.
O erro é um erro é um erro,
é uma rosa de erros sem rosa.
O erro é meu deus, é meu lema,
o erro é o acerto sem volta.

O erro divide, o diabo,
na hora de fazer as vezes.
O erro é um ano, malgrado
insista em ter 13 meses
e a curva do quadrado.
O erro é divino, é sagrado.
Quem diz que errar é humano
tá redondamente enganado.

Retirado de Réporter das Coisas (blog do briguet.)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sobre os e-mails que circulam na internet...

Não sei se vocês já repararam a importância que se dá aos e-mails "ENC" que lotam nossa caixa de entrada. Sei de muita gente que nunca mais consome mentos antes de tomar coca, que não usa desodorante, que não toma guaraná, não toma pílula anticoncepcional de determinada marca e por assim vai...

Aos que compartilham o body odor, o bom e velho cecê, no ônibus e acham que são muito espertos por isso... já resolveram pesquisar a veracidade dos e-mails que recebem? Mas pesquisem todos, até os que falam mal dos políticos e artistas em geral...

Eu nunca leio e-mails “ENC”... mas ontem resolvi olhar as baboseiras que lotam a caixa do meu hotmail. Encontrei a seguinte pérola:

Duas Luas no dia 27 de Agosto

Todo o Mundo está aguardando. (Sério? Eu não estava!)
O Planeta Marte será o mais brilhante no início da noite, parecerá tão
grande quanto a lua cheia. Este fenômeno acontecerá no dia 27 de Agosto
quando o planeta Marte ficar a 34.65 milhões de milhas da Terra.
Olhe o céu no dia 27 de Agosto, às 12:30am (meia noite e trinta), parecerá
que a Terra tem 2 luas.

A próxima vez que ele ficará tão perto da Terra será em 2287.
Partilhe com os seus amigos, pois NINGUÉM VIVO HOJE voltará a vê-lo.(isso está mais para cometário de e-mail sobre o Apocalipse!)”


Sou cética e fui pesquisar.

Aparentemente, o evento do Planeta Marte aconteceu em 2003. E até hoje, esse e-mail circula na Internet e as pessoas ficam aguardando a aparição de Marte no dia 27. Vários blogs na Internet dão a notícia, nos últimos 5 anos, para que ninguém seja privado do evento, que segundo esse e-mail só se repetirá em 2287.

De uma certa forma no imaginário dos ignorantes o evento está se repetindo todos os anos. Quando será que irá parar?

Abstenho-me de mais comentários!

Veja também:

A primeira vez que Marte chegou pertinho dos terrestres

Eu não fui a primeira a desconfiar da informação

O que acontece com pessoas que acreditam piamente em e-mails encaminhados

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Água-forte


À beira de você, toda a paisagem
se resume a isto: nenhuma urgência

que seu rosto brilhe, mas ele arde
como se quisesse compensar em luz

o seu silêncio. Gastaria a vida assim,
à orla do céu que se reflete

na água quieta que brota no intervalo
entre nós. Demoro-me aqui,

à roda desse engano,
dessa infinitamente triste alegria.

E quanto mais me sinto afogar,
mais permaneço,

se o amador a nadar para fora
prefere morrer na coisa amada.

Eucanaã Ferraz