Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008
Sapo Jururu...

A maioria dos meus amigos já chegaram ao ponto da conversa em que eu digo: “Eu também tenho as minhas teorias. Já reparou que os sapos estão sumindo? Eu acho que a urbanização já está causando um desequilíbrio ecológico, há um bom tempo, no que se refere aos sapos”. Na certa, empiricamente falando, eu não sou a única que percebeu isso no dia-a-dia.
Eu tenho várias lembranças da minha infância seja na casa da minha vó ou na minha (considerando que moramos em condomínios de apartamentos), que assim que chovia ou ameaçava chover lá apareciam aquelas simpáticas e controversas criaturas. E, não eram apenas sapos, as rãs também eram facilmente avistáveis. As vezes nem era preciso umidade, lembro dos meus primos revirando as pedras do jardim e lutando ferozmente com um sapo e nós gritando para que eles não fizessem isso, pois o sapo iria soltar leite venenoso. Lembro também de uma vez no Parque Barigüi, estávamos andando no mato e minha tia fez um verdadeiro escândalo quando uma perereca pulou na nossa direção. Aposto que se você revirar a memória, vai ter facilidade para lembrar uma boa história de sapo, mas não que tenha acontecido atualmente. E aí que pergunto, onde estão os sapos? Pois acho que não é apenas uma teoria furada que enquanto os de pelúcia mutiplicam-se , os verdadeiros não dão mais o ar da graça.
Pesquisei na Internet para ver se algum cientista já tinha notado a ausência dos nossos amigos anfíbios e a minha surpresa que não apenas notaram, mas vêem isso com grande preocupação. Eu vou colocar os links que achei, mas em resumo o homem tem culpa no que está acontecendo com os sapos. A maior suspeita dos cientistas é uma bactéria. Com o aquecimento global, a proliferação desses microorganismos é favorecida. Os anfíbios também são muito suscetíveis a mudanças climáticas, e aí poderia estar outra causa.
Curiosamente, a teoria da bactéria ganha força porque certas espécies de sapos que podem e precisam ficar mais expostas ao sol, não a desenvolvem. Já os sapos que são mais sensíveis a luz do sol, tem maior facilidade de serem infectados. A bactéria, apesar de precisar de mais calor, morre, se muito tempo exposta aos raios solares.
Para saber mais:
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas_sesc/pb/artigo.cfm?Edicao_Id=249&breadcrumb=1&Artigo_ID=3923&IDCategoria=4331&reftype=1
http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=39039
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
Para fechar com um clichê de ouro!
Eu queria ser aquela
metamorfose ambulante…
…mas estou presa eternamente
no paradigma de uma geração
quase interessante.
carioca
coca-cola
chiclete
pipoca e guaraná
RG, CPF, CLT, GLS
cigarro depois do almoço
esquerdismo aguado
internet banda larga
orkut…
faculdade trancada
(por falta de capitalismo suficiente)
comédia romântica norte-americana
…entediante
ainda não entendo filmes
inteligentes…
Me dê alguns anos e me transformo
na borboleta filosófica de Raul,
ou num kafkiano inseto alucinante.
Queria ser aquela metamorfose,
Mas não passo de um mero
clichê ambulante…
CLICHÊ
poema de deborah o’lins de barros
Extraído de: Equipe Palavreiros da Hora
metamorfose ambulante…
…mas estou presa eternamente
no paradigma de uma geração
quase interessante.
carioca
coca-cola
chiclete
pipoca e guaraná
RG, CPF, CLT, GLS
cigarro depois do almoço
esquerdismo aguado
internet banda larga
orkut…
faculdade trancada
(por falta de capitalismo suficiente)
comédia romântica norte-americana
…entediante
ainda não entendo filmes
inteligentes…
Me dê alguns anos e me transformo
na borboleta filosófica de Raul,
ou num kafkiano inseto alucinante.
Queria ser aquela metamorfose,
Mas não passo de um mero
clichê ambulante…
CLICHÊ
poema de deborah o’lins de barros
Extraído de: Equipe Palavreiros da Hora
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Mais clichê que nunca...
Poema clichê
Tudo tornou-se clichê:
a palavra clichê,
a palavra nada,
a própria palavra
de tudo cansou-se.
Não pode mais tornar-se.
Ela se e s t i c a, se-para,
continua,
e mesmo assim
soa forçada.
Tudo é exótico:
o senso comum
choca mais que filme erótico.
Não venha-me com padrão,
alternativa
ou solução.
Não venha-me com rima
nem com paixão.
Tudo é ridículo.
Fonte: http://dequatro.wordpress.com/2007/05/28/poema-cliche/
Tudo tornou-se clichê:
a palavra clichê,
a palavra nada,
a própria palavra
de tudo cansou-se.
Não pode mais tornar-se.
Ela se e s t i c a, se-para,
continua,
e mesmo assim
soa forçada.
Tudo é exótico:
o senso comum
choca mais que filme erótico.
Não venha-me com padrão,
alternativa
ou solução.
Não venha-me com rima
nem com paixão.
Tudo é ridículo.
Fonte: http://dequatro.wordpress.com/2007/05/28/poema-cliche/
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Eu quero ser clichê...

Hoje, quero ser igual a todo mundo. Visto os rótulos, serei mais um desses blogues que reproduzem o pensamento dos outros. Mas que isso... Hoje serei simpatizante do clichê. Sinto saudade dos clichês, mesmo que eles não convençam. Mas a minha simpatia beira ao asco. Clichês são bacanas, quando não são artifícios da fantasia. Clichês são legais quando utilizados como tais e não como discurso e argumento.
Clichê do clichê
Gilberto Gil
Composição: Gilberto Gil e Vinícius Cantuária
Não vou jogar
Meu destino contra o seu
Num filme piegas sem sal
Não vou chorar
Nem fingir que o amor morreu
Chega de drama banal
Que seja a dor
Nosso amor, nossos ardis
Teatro nô japonês
Onde o ator
É ao mesmo tempo atriz
Vestes da mesma nudez
Eu, Belmondo
Como um Pierrot, le fou
Só no cinema francês
Você, Bardot
Belo anúncio de shampoo
Só fica bem nas TVs
Melhor viver
Nosso papel bem normal
Que a vida nos reservou
Interpretar
Nosso bem e nosso mal
Sem texto e sem diretor
Chega de representar
O que nós não queremos ser
Não vamos nos transformar
Num casal clichê do clichê
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
A evolução das espécies
Achei um interessante texto, escrito em 2006, por mim e meus então colegas de sala. Não posso deixar de rir, mas fico feliz que todos tenhamos evoluído, não apenas em argumentação e conteúdo, como em maturidade. Para calouros, até que não éramos tão ruins. Mas chega a ser cômico, confesso que tenho até uma certa nostalgia dos dias de idealista e que eu tinha vontade de morrer na guerra cobrindo as atrocidades humanas. Dou destaque para certos pontos: eu uso o termo “mundo capitalista” e expressões como “não se pode aceitar”. E, tenho certeza que sou responsável pela frase: “Qualquer curso de jornalismo, por pior que seja, ensina a seus alunos a importância de um mínimo de consciência ética”.
Segue o link: http://jornal.unibrasil.com.br/cms/index.php?option=com_jd-wp&Itemid=&p=22
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
Poema do Erro
Tem um erro, ela disse.
Tem um erro bem aqui.
Há sempre um erro no universo.
Um verso certo eu nunca vi.
Há sempre um erro fatal,
um erro primário,
um erro crasso.
Um erro de itinerário,
um erro de tempo e de espaço.
Nada há coisa mais crassa,
no fundo, que um erro,
desgraça do mundo.
Decerto,
há coisas que o erro não é.
O erro não é a falha,
o erro é de boa-fé.
O erro não é a mentira;
o erro, ou coisa que o valha,
é quase sempre a verdade.
Independe da vontade;
o erro é o que se respira.
O erro é o desterro das coisas
um dia tomadas por certas.
Da razão, é a via aberta,
resposta comum de um problema.
O erro é o x da questão,
é a alma do sistema.
O erro é o verso em prosa.
O erro é um erro é um erro,
é uma rosa de erros sem rosa.
O erro é meu deus, é meu lema,
o erro é o acerto sem volta.
O erro divide, o diabo,
na hora de fazer as vezes.
O erro é um ano, malgrado
insista em ter 13 meses
e a curva do quadrado.
O erro é divino, é sagrado.
Quem diz que errar é humano
tá redondamente enganado.
Retirado de Réporter das Coisas (blog do briguet.)
Tem um erro bem aqui.
Há sempre um erro no universo.
Um verso certo eu nunca vi.
Há sempre um erro fatal,
um erro primário,
um erro crasso.
Um erro de itinerário,
um erro de tempo e de espaço.
Nada há coisa mais crassa,
no fundo, que um erro,
desgraça do mundo.
Decerto,
há coisas que o erro não é.
O erro não é a falha,
o erro é de boa-fé.
O erro não é a mentira;
o erro, ou coisa que o valha,
é quase sempre a verdade.
Independe da vontade;
o erro é o que se respira.
O erro é o desterro das coisas
um dia tomadas por certas.
Da razão, é a via aberta,
resposta comum de um problema.
O erro é o x da questão,
é a alma do sistema.
O erro é o verso em prosa.
O erro é um erro é um erro,
é uma rosa de erros sem rosa.
O erro é meu deus, é meu lema,
o erro é o acerto sem volta.
O erro divide, o diabo,
na hora de fazer as vezes.
O erro é um ano, malgrado
insista em ter 13 meses
e a curva do quadrado.
O erro é divino, é sagrado.
Quem diz que errar é humano
tá redondamente enganado.
Retirado de Réporter das Coisas (blog do briguet.)
Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
Sobre os e-mails que circulam na internet...
Não sei se vocês já repararam a importância que se dá aos e-mails "ENC" que lotam nossa caixa de entrada. Sei de muita gente que nunca mais consome mentos antes de tomar coca, que não usa desodorante, que não toma guaraná, não toma pílula anticoncepcional de determinada marca e por assim vai...
Aos que compartilham o body odor, o bom e velho cecê, no ônibus e acham que são muito espertos por isso... já resolveram pesquisar a veracidade dos e-mails que recebem? Mas pesquisem todos, até os que falam mal dos políticos e artistas em geral...
Eu nunca leio e-mails “ENC”... mas ontem resolvi olhar as baboseiras que lotam a caixa do meu hotmail. Encontrei a seguinte pérola:
“Duas Luas no dia 27 de Agosto
Todo o Mundo está aguardando. (Sério? Eu não estava!)
O Planeta Marte será o mais brilhante no início da noite, parecerá tão
grande quanto a lua cheia. Este fenômeno acontecerá no dia 27 de Agosto
quando o planeta Marte ficar a 34.65 milhões de milhas da Terra.
Olhe o céu no dia 27 de Agosto, às 12:30am (meia noite e trinta), parecerá
que a Terra tem 2 luas.
A próxima vez que ele ficará tão perto da Terra será em 2287.
Partilhe com os seus amigos, pois NINGUÉM VIVO HOJE voltará a vê-lo.(isso está mais para cometário de e-mail sobre o Apocalipse!)”
Sou cética e fui pesquisar.
Aparentemente, o evento do Planeta Marte aconteceu em 2003. E até hoje, esse e-mail circula na Internet e as pessoas ficam aguardando a aparição de Marte no dia 27. Vários blogs na Internet dão a notícia, nos últimos 5 anos, para que ninguém seja privado do evento, que segundo esse e-mail só se repetirá em 2287.
De uma certa forma no imaginário dos ignorantes o evento está se repetindo todos os anos. Quando será que irá parar?
Abstenho-me de mais comentários!
Veja também:
A primeira vez que Marte chegou pertinho dos terrestres
Eu não fui a primeira a desconfiar da informação
O que acontece com pessoas que acreditam piamente em e-mails encaminhados
Aos que compartilham o body odor, o bom e velho cecê, no ônibus e acham que são muito espertos por isso... já resolveram pesquisar a veracidade dos e-mails que recebem? Mas pesquisem todos, até os que falam mal dos políticos e artistas em geral...
Eu nunca leio e-mails “ENC”... mas ontem resolvi olhar as baboseiras que lotam a caixa do meu hotmail. Encontrei a seguinte pérola:
“Duas Luas no dia 27 de Agosto
Todo o Mundo está aguardando. (Sério? Eu não estava!)
O Planeta Marte será o mais brilhante no início da noite, parecerá tão
grande quanto a lua cheia. Este fenômeno acontecerá no dia 27 de Agosto
quando o planeta Marte ficar a 34.65 milhões de milhas da Terra.
Olhe o céu no dia 27 de Agosto, às 12:30am (meia noite e trinta), parecerá
que a Terra tem 2 luas.
A próxima vez que ele ficará tão perto da Terra será em 2287.
Partilhe com os seus amigos, pois NINGUÉM VIVO HOJE voltará a vê-lo.(isso está mais para cometário de e-mail sobre o Apocalipse!)”
Sou cética e fui pesquisar.
Aparentemente, o evento do Planeta Marte aconteceu em 2003. E até hoje, esse e-mail circula na Internet e as pessoas ficam aguardando a aparição de Marte no dia 27. Vários blogs na Internet dão a notícia, nos últimos 5 anos, para que ninguém seja privado do evento, que segundo esse e-mail só se repetirá em 2287.
De uma certa forma no imaginário dos ignorantes o evento está se repetindo todos os anos. Quando será que irá parar?
Abstenho-me de mais comentários!
Veja também:
A primeira vez que Marte chegou pertinho dos terrestres
Eu não fui a primeira a desconfiar da informação
O que acontece com pessoas que acreditam piamente em e-mails encaminhados
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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
Água-forte
À beira de você, toda a paisagem
se resume a isto: nenhuma urgência
que seu rosto brilhe, mas ele arde
como se quisesse compensar em luz
o seu silêncio. Gastaria a vida assim,
à orla do céu que se reflete
na água quieta que brota no intervalo
entre nós. Demoro-me aqui,
à roda desse engano,
dessa infinitamente triste alegria.
E quanto mais me sinto afogar,
mais permaneço,
se o amador a nadar para fora
prefere morrer na coisa amada.
Eucanaã Ferraz