Se não bastasse o cara do Chile que quer ganhar o eleitorado distribuindo Viagra à terceira idade (quatro por mês, ou seja, os vovôs se darão bem pelo menos uma vez por semana) – tudo em prol a melhoria de vida... isso se os velhinhos não esquecerem de cultivar o amor!
Então...se não bastasse isso:
“Jovem queria morrer para ir ao céu matar Jesus”. Os americanos são superiores mesmo. Eles são os maiores fabricantes de “chacineiros” de escola do mundo.
E ainda no Chile: “Padre mostra foto pornô em palestra por engano”. O que os fiéis falarão disso?
O mundo está perdido mesmo.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
Tudo depende de quem vê:
Quatro lombrigas são colocadas em quatro tubos de ensaio separados:
A primeira lombriga em álcool,
a segunda lombriga em fumo de cigarro,
a terceira em esperma e a quarta em terra natural.
No dia seguinte o professor mostra aos alunos o resultado:
A primeira lombriga, em álcool, está morta;
A segunda, no fumo do cigarro, está morta;
A terceira, em esperma, está morta;
A quarta, em terra natural, está viva.
O professor comenta que é bastante nítido o que é prejudicial e
pergunta à classe:
O que podemos aprender desta experiência?
Responde imediatamente o Joãozinho (sempre ele):
'Temos de beber, fumar e foder para não termos lombrigas'
Contribuição de Patrícia Mendes. Naturalmente o Joãozinho é uma personificação da sua própria mente.
A primeira lombriga em álcool,
a segunda lombriga em fumo de cigarro,
a terceira em esperma e a quarta em terra natural.
No dia seguinte o professor mostra aos alunos o resultado:
A primeira lombriga, em álcool, está morta;
A segunda, no fumo do cigarro, está morta;
A terceira, em esperma, está morta;
A quarta, em terra natural, está viva.
O professor comenta que é bastante nítido o que é prejudicial e
pergunta à classe:
O que podemos aprender desta experiência?
Responde imediatamente o Joãozinho (sempre ele):
'Temos de beber, fumar e foder para não termos lombrigas'
Contribuição de Patrícia Mendes. Naturalmente o Joãozinho é uma personificação da sua própria mente.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
O Showrnalismo de Arbex e a Síndrome de Darlene
Bom, faz tanto tempo que não atualizo e tem tanta coisa para falar – que me desculpem os meus assíduos e escassos leitores se os comentários estiverem velhos. O caso Isabella Nardoni. Tá, tá, tá! Ok, ouvimos isso milhões de vezes! Não é novidade que a imprensa faz espetáculo de casos como esse. Mas, sinceramente – será que eu que não era tão crítica ou o negócio está realmente insuportável? Notícias minuto a minuto, de todos os ângulos possíveis – cobertura digna de morte da presidente dos Estados Unidos.
A competição das emissoras é acirrada “com exclusividade”, “acompanhou de perto” e “os grandes momentos” são privilégios de TODAS as emissoras – segundo elas mesmas. Estou impressionada com o aparato da imprensa para assuntos de “interesse público”. Vale um recorte para a cobertura do Bom Dia Brasil no dia do “terremoto que abalou o território nacional”. Fala sério, repórter entrando ao vivo de tudo quanto é canto. Ok, terremoto é raridade – precisa tanto? Ainda colocam um especialista para falar ao vivo que faz até os jornalistas rirem - de tão tanso. Showrnalismo! Sim. Espetáculo. E como todo espetáculo, há o público. E a platéia gosta cada vez mais de interagir com o espetáculo.
Então, ao assunto da menina Nardoni. E a platéia? Ohhh a comoção do povo! Impressionante! Oras, és contra? O povo tá unido pedindo justiça! Mas se ainda assim, tu criticas, a Globo traz especialistas que explicam: “aconteceu em uma família de classe média, aparentemente feliz e bem estruturada – as famílias se identificam”. Pronto o pão e circo já é psicologicamente analisado. Convenceu? A mim não – até onde eu sei a maioria do povo é pobre e não de classe média. Queria ver uma menina londrinense - cearense ou de qualquer lugar fora do eixo – atirada da janela. O espetáculo comovente seria o mesmo? Quantas crianças são assassinadas e violentadas pelos próprios pais, no Brasil?
Eu não estudo psicologia, mas em mente vem um bordão “cada mergulho é um flash”. Só porque eu não lembro nenhum bordão da novela Celebridade, chamarei de Síndrome de Darlene – como já falei acima. Cruamente: o povo está “comovido” porque quer aparecer. Tenho vontade de ter um estilingue, quando senhores e senhoras que podiam ser meus avós aparecem encenando na frente da delegacia que cuida do caso da menina que morreu. Sem comer? Plantão de sei lá quantas horas? Pra quê? E pior, as pessoas aparecem muitas vezes rindo – falando coisas totalmente sem sentido. E usando uma expressão escutada hoje na Globo News “algumas horas depois, a representação termina”. Sim, encenação. Um verdadeiro circo. Tem banheiro, comida, pipoca, pirulito e santinho...
É função do jornalista mostrar os fatos e a reação do povo, no entanto, essa banalização da comoção pública não deixa de ser algo que a própria imprensa causa. Até que ponto o caso ganhou tanto destaque na mídia porque o povo queria ver isso? Alguém perguntou pro povo? Eu creio que os espetáculos estão cada vez mais envolventes que o público acaba querendo fazer parte deles. Todo mundo quer seu minutinho de fama, nem que seja a custa da dor e da tragédia dos outros. Síndrome de Darlene! Lanço uma pergunta que li na Internet: “Qual a diferença, do ponto de vista do meu conhecimento sobre um acontecimento qualquer, entre tê-lo presenciado “em carne e osso”, ter tomado conhecimento por meio da leitura do jornal ou tê-lo visto por meio da tela de televisão?”. E vindo de alguém que já viveu na pele, algo que a mídia também deu atenção – digo: quem se comove mesmo não fica na rua fazendo festa paras as câmeras.
Enquanto dá-se tanto destaque para isso e comenta-se tanto – pergunte aí ao lado se a dengue já chegou a sua cidade? Ahh mas isso não é de interesse público, né? Tragédias são. Eu não digo que não se deve noticiar as tragédias e deixo bem claro que tudo aqui são “achismos”, mas creio que está tudo demasiado desequilibrado. Aqui em Curitiba costumam dar destaque para portais de vaca enquanto a violência no bairro em questão aumenta... do municipal pro nacional é só ir projetando – não muda.
Agora pior do que espetáculo é ver a imprensa se justificando através da comoção genuína das massas...
Apesar dos pesares, acho que vale destacar – Alexandre Garcia, Bom Dia Brasil, 23/04/2008:
A competição das emissoras é acirrada “com exclusividade”, “acompanhou de perto” e “os grandes momentos” são privilégios de TODAS as emissoras – segundo elas mesmas. Estou impressionada com o aparato da imprensa para assuntos de “interesse público”. Vale um recorte para a cobertura do Bom Dia Brasil no dia do “terremoto que abalou o território nacional”. Fala sério, repórter entrando ao vivo de tudo quanto é canto. Ok, terremoto é raridade – precisa tanto? Ainda colocam um especialista para falar ao vivo que faz até os jornalistas rirem - de tão tanso. Showrnalismo! Sim. Espetáculo. E como todo espetáculo, há o público. E a platéia gosta cada vez mais de interagir com o espetáculo.
Então, ao assunto da menina Nardoni. E a platéia? Ohhh a comoção do povo! Impressionante! Oras, és contra? O povo tá unido pedindo justiça! Mas se ainda assim, tu criticas, a Globo traz especialistas que explicam: “aconteceu em uma família de classe média, aparentemente feliz e bem estruturada – as famílias se identificam”. Pronto o pão e circo já é psicologicamente analisado. Convenceu? A mim não – até onde eu sei a maioria do povo é pobre e não de classe média. Queria ver uma menina londrinense - cearense ou de qualquer lugar fora do eixo – atirada da janela. O espetáculo comovente seria o mesmo? Quantas crianças são assassinadas e violentadas pelos próprios pais, no Brasil?
Eu não estudo psicologia, mas em mente vem um bordão “cada mergulho é um flash”. Só porque eu não lembro nenhum bordão da novela Celebridade, chamarei de Síndrome de Darlene – como já falei acima. Cruamente: o povo está “comovido” porque quer aparecer. Tenho vontade de ter um estilingue, quando senhores e senhoras que podiam ser meus avós aparecem encenando na frente da delegacia que cuida do caso da menina que morreu. Sem comer? Plantão de sei lá quantas horas? Pra quê? E pior, as pessoas aparecem muitas vezes rindo – falando coisas totalmente sem sentido. E usando uma expressão escutada hoje na Globo News “algumas horas depois, a representação termina”. Sim, encenação. Um verdadeiro circo. Tem banheiro, comida, pipoca, pirulito e santinho...
É função do jornalista mostrar os fatos e a reação do povo, no entanto, essa banalização da comoção pública não deixa de ser algo que a própria imprensa causa. Até que ponto o caso ganhou tanto destaque na mídia porque o povo queria ver isso? Alguém perguntou pro povo? Eu creio que os espetáculos estão cada vez mais envolventes que o público acaba querendo fazer parte deles. Todo mundo quer seu minutinho de fama, nem que seja a custa da dor e da tragédia dos outros. Síndrome de Darlene! Lanço uma pergunta que li na Internet: “Qual a diferença, do ponto de vista do meu conhecimento sobre um acontecimento qualquer, entre tê-lo presenciado “em carne e osso”, ter tomado conhecimento por meio da leitura do jornal ou tê-lo visto por meio da tela de televisão?”. E vindo de alguém que já viveu na pele, algo que a mídia também deu atenção – digo: quem se comove mesmo não fica na rua fazendo festa paras as câmeras.
Enquanto dá-se tanto destaque para isso e comenta-se tanto – pergunte aí ao lado se a dengue já chegou a sua cidade? Ahh mas isso não é de interesse público, né? Tragédias são. Eu não digo que não se deve noticiar as tragédias e deixo bem claro que tudo aqui são “achismos”, mas creio que está tudo demasiado desequilibrado. Aqui em Curitiba costumam dar destaque para portais de vaca enquanto a violência no bairro em questão aumenta... do municipal pro nacional é só ir projetando – não muda.
Agora pior do que espetáculo é ver a imprensa se justificando através da comoção genuína das massas...
Apesar dos pesares, acho que vale destacar – Alexandre Garcia, Bom Dia Brasil, 23/04/2008: