terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Atenção, pais! Imperdível! Novo método de criar filhos!

Escrevi esse texto no terceiro período. É por essas e outras, que eu acho que regredi! Escrevi depois de uma notícia (fantástica!)

Boa nova para pais estadunidenses e se a moda pega, ou melhor como tudo que vem de lá, se a moda chegar logo, boa nova para pais do mundo inteiro. É a nova forma de criar seus filhos! Venha pegue o seu! Oras, por que não? Vamos criar bebês em série. Babá para quê? Isso já caiu de moda na última temporada. Afinal, podemos até não saber em que série está o nosso filho, mas que outra bata nele, isso não admitimos. E para você que não tem tempo para controlar os amiguinhos virtuais do seu filho: não se preocupe! Induza-o a outro vício. Já foi lançado um canal especializado em rebentos de 6 meses a 1 ano.

Viu mamãe? Seus problemas acabaram! Há uma nova mãe no mercado, de diversos tipos, tela plana, 29 polegadas, tela de plasma, a cabo ou satélite. É só escolher! É a revolução na criação dos seus filhos. Para que desconfiança? É produto importado: 100% americano, e eles realmente sabem tudo, do fordismo ao terrorismo. São eles, a nação rainha do mundo! Não fariam nada pra prejudicar o futuro da humanidade!

E vamos lá, veja as vantagens: sai mais barato que a babá (e não há risco da TV espancar o seu filho), você terá mais tempo para você mesma, afinal todas as perguntas convenientes serão respondidas pela hipnótica telinha colorida e quando você mandar seu filho comer verduras, ele responderá "de novo!!!" da mesma forma que os Teletubbies ensinaram.

Não titubeie, você não quererá transformar seu rebento em um pária da sociedade. Se para isso precisarmos ter rôbos ao invés de crianças: que assim seja! Afinal, comprar o último brinquedo da moda, não tem nada de errado. Vocês são uma família moderna, sempre atenta as últimas tendências. E se de repente ouvirmos uma legião de pequeninos gritando: "de novo! de novo!", e no meio estiver seu pequeno filho, pode ficar tranqüila, você criou ele direitinho, da maneira mais saudável possível.A única preocupação, segundo pedagogos brasileiros, é que quando o produto sofrer adaptação para o padrão de programação nacional, as crianças ao invés de gritar "de novo!", gritem "tô ficando atoladinha!". Mas, se estiver na moda, imagina que gracinha..."tão pequenininho e já sabe cantar".

E para as mães preocupadas com o mundo virtual, não se alarmem! Já está anunciada para futuro nem um pouco distante: a baby internet! Logo, logo, caros pais modernos e que desejam facilidades na sua vida, vocês terão um novo aliado na criação dos pequerruchos. E quando inventarem a máquina que amamenta, alimenta e faz arrotar, você só terá que conceber a criança , ou quem sabe nem isso (nada que uma proveta e um útero em laboratório não resolvam).

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Eu não sirvo para a ECONOMIA

Por quê? Eu gosto de gente. As pessoas chamam a minha atenção, e esqueço das cifras, da renda, dos números. Nada contra. Cifras são importantes. Ainda mais quando falamos de um caderno de economia. Mas a história de vida das pessoas – parece-me mais atrativa. Aprendi em duas semanas, muito. Talvez agora fique atenta a certas informações que eu não daria a menor importância. Por exemplo, se a redução da margem de empréstimos consignados para aposentados e pensionistas interfere (e muito) na vida de quem depende do benefício - é importante, por exemplo, saber de quanto é a sua renda. Parece óbvio. Mas quando você começa a escutar a história desse aposentado, você vê todo um cenário mais interessante e mais comovente que números. E é sempre chato perguntar quanto a pessoa ganha. No entanto, mais importante ainda é construir um cenário de renda, de quantos por cento é o empréstimo, como ele consegue (ou não) acabar com as dívidas e por aí vai... Tudo é bem diferente quando você é colocado frente a frente com o aposentado. De uma certa forma, aprendi a valorizar um pouco os números.Mas sinceramente, não são eles que me interessam. Talvez todo jornalista seja um tanto que egoísta. O que interessa o que eu gosto de saber das pessoas? O que interessa a elas saber, isso sim. Ou melhor, o que é importante que elas saibam. E tem outra coisa, apesar de ser outra discussão. Acho que os aposentados mais atingidos não lêem o caderno de economia. Quem sabe nem lêem o jornal. Talvez eles prefiram usar aquele R$ 1,50 (ou mais) em algo mais importante – como o leite. Isso se ele conseguir comprar um leite nesse valor. Desde a alta do leite, não houve baixa. O preço mantém-se.

Renda-se ao POP!

Pensei. Pensei. E cheguei à conclusão que estão acusando e rotulando o POP indiscriminadamente. Tudo que está na moda chamam de POP. E desde quando ser POP é estar na moda? E daí fiquei pensando... falam tanto em música POP, POP ROCK, cultura POP... Mas por favor, o que é cultura POP? Defina POP para mim! Não entendo como tantas pessoas criticam quem gosta de POP, se nem ao certo conseguem definir o POP.

Tem gente que diz que o POP é uma alternativa para a cultura dita "oficial". Uma resposta ao comodismo de quem só repete formas, conteúdos e linguagens já vigentes na arte. Tem gente que “acha” que a cultura pop é um filhote da Indústria Cultural. Então porque não a democratização da arte? A arte além as galerias. Os lambes, as ilustrações, as capas de discos, as roupas, os acessórios, sites, blogs... Se você olhar bem, há arte em toda parte. A vida urbana propicia que até em um botton você veja a manifestação da arte. Uma resposta. Um protesto. Não vamos deslumbrar-nos com a Indústria Cultural. Mas também nem levá-la a julgamento. Mas vamos aprender a observar as imagens fora dos lugares considerados corretos, fora do tempo considerado normal. Imagens por vezes contraditórias e que ofusquem as oficiais.

Existe crítica na cultura POP. Quando se observa ela como algo que quebra com homogeneidade e subverte o que se tem como certo na cultura. Como se na arte existissem regras. Que tenhamos como POP aquilo que ao invés de acariciar o público, incomode-o. Doa nos olhos, no ouvido, no cérebro e no coração.

Eu não gosto dos filmes de Quentin Tarantino, mas tiro o chapéu para sua quebra de padrões. Eu gosto de M. Night Shylaman, mas acho que a maioria das pessoas só curte O Sexto Sentido – pois é o que mais se aproxima do que estão acostumados a assistir. Acho que poucos entendem o que realmente ele deseja passar.

Assim como curto bandas locais, independentes e alternativas. Aprendi a ver a inovação nos Beatles e a respeitar os artistas de rua. Acho que o maior atrativo do POP é ser provocador. Mas enquanto falarem que Backstreetboys é POP, continuarei envergonhando-me de dizer que visto essa camisa.

A não ser que o POP tenha adotado novos significados, porque para mim a cultura é assim: mutante – creio que não há nada de mal em se assumir POP.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Li no Bolero Revolto e entendi.


Cansei de querer, sonhar e planejar. Foi bom. Apenas vivi. Agora só resta continuar vivendo.

2008 – Uma Odisséia na Minha Vida

Um breve resumo para os amigos que acompanham minha vida

Então. Pensei mil vezes em fazer um balanço de 2007. Seria interessante, afinal ao modo BOP de ser – cresci na marra. Não que a gente não cresça todo ano. Mas passar por tanta coisa seguida... Enfim, sobrevivi! Ilesa.Bom, talvez nem tanto. Pelo menos sem remédio para depressão, sem grandes dramas da década dos calmantes. Nós, reles mortais, que não conhecemos Prozac (é assim que se escreve?), não podemos nos dar o luxo de largar tudo. Temos simplesmente que seguir em frente. E ainda bem, já me acho um tanto fraca por reclamar tanto. Mas esse é o balanço do meu ano: acabei com uma fase letal da minha vida amorosa, tive a primeira assinatura na carteira, o primeiro estágio, uma injustiça foi cometida e uma vida perdida, meu pai está comigo, conhecei Porto Alegre, virei noites após show de rock e aprendi a beber cerveja. Ponto Final. Rumo a 2008!

E 2008 veio turbinado! Para início de conversa, apesar dos remanescentes gaúchos, Marina resolveu dedicar-se na formação de um relacionamento mais coeso e maduro. Sim, Marina (eu!) estou disposta a assumir a possibilidade de namorar. De verdade. Nada de ir levando com a barriga. Mas isso não é nada certo, eu ainda não passei pelo período de experiência e há muitas coisas a serem ajustadas. Só que o fato de estar determinada a fazer dar certo é muito – tratando-se de Marina Gallucci, a menina que queria casar com 30 anos e ter um filho. Outro fato na minha vida que mudou. Sim Lai, Paty e quem mais disse... vou acabar pagando a língua. Não ligo mais para idade de ir pra forca e quero ter uma porção de crianças remelentas pra cuidar. Adendo: Não abandonei a idéia de ir aos pampas. Sigo vivendo e espero ser uma pessoa maravilhosamente melhor, quando voltar lá.

Mas vamos ao que importa. Está aberta a temporada de Marina enlouquecida com dois estágios! O bom e velho emprego no banco vai bem, obrigada. Perdemos o cantor, mas o Pedro Paulo tem arranhado o disco. Terei muitas responsabilidades em 2008 por lá, mas vamos que vamos. E agora sim. A minha temporada na Gazeta do Povo. O primeiro dia foi um choque – fora o nervosismo – tive um estranhamento. Acho que a vida me presenteou com chefes sempre sorridentes e acabei ficando mal acostumada. Lá tem sido uma aventura. Editoria de Economia. Sexta, liquidação nas lojas de eletrodomésticos. Segunda, preços de combustível. Terça, CPMF e financiamento de carros e eletroeletrônicos. Hoje, INSS, aposentados e financiamentos! Acho que não é minha editoria, no entanto, estou aprendendo... E são poucos dias ainda. Acho que não esqueci de nada. Ah, sim. Decidi abandonar minha vida de porca roliça e sedentária. Só que está difícil. A Gazeta está me sugando...mas até que já afinei um pouco. Quero perder os 4 quilos que ganhei. Não é pedir muito, é?

Para fechar com chave de ouro: ano novo, vida nova! Quer algo mais clichê para falar em um de início de ano?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Desaprendi...

Tenho duas mil e oitocentas e três coisas a dizer, exatamente. Apenas não consigo.