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Tudo o que comemorávamos, perdeu o sentido...
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
sábado, 18 de agosto de 2007
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Uma historinha qualquer...
A data do casamento já estava marcada. Apenas uma resposta era o que o impedia de largar tudo e construir uma vida nos Estados Unidos. Podia ter perseguido um pouco mais o sonho. Mas talvez seja mais fácil culpá-la. Injusto, talvez. Pois ela estaria disposta a tudo. E mesmo sem admitir, ela largaria tudo e o seguiria, onde ele fosse. E agora, ele ali. Do outro lado da rua, em um dilema. Será que atravessava e fingia um encontro casual? Mas, oras! Era por acaso. Não foi ali, por saber que era a rua em que ela passava todos os dias – na verdade pensava no que ela fazia naquela rua tão suspeita? Talvez o desejo de encontrá-la em todos os lugares é que dava essa sensação de culpa. Mas, não! Ele não tinha o que temer. Ela sorria, sem motivo aparente - por nada – como sempre fez, como sempre... Sorrisos tão despretensiosos e sem razão. Atravessou. Ela continua a sorrir. Ele pensa no que falar.Ela se aproxima. Não acha nenhuma palavra. Ela levanta levemente o olhar. Um ano e meio tinha se passado desde as promessas tolas. Os corações tremem. Ele não sabe se deve sorrir. Um pouco mais de cinco meses dos gritos incompreensíveis do fim. Ela ajeita os cabelos que caem sobre os olhos.Os olhares se cruzam...
Dois segundos - nem isso. Estrangeiros. Completos alheios e estranhos. Fica arrasado. Ele simplesmente não existe mais para aqueles olhos. E ele não tem coragem de continuar com as mentiras. Tolice foi imaginar que dois mundos tão distantes podiam fundir-se em um só. Maior tolice seria continuar a acreditar em um final feliz...
Dois segundos - nem isso. Estrangeiros. Completos alheios e estranhos. Fica arrasado. Ele simplesmente não existe mais para aqueles olhos. E ele não tem coragem de continuar com as mentiras. Tolice foi imaginar que dois mundos tão distantes podiam fundir-se em um só. Maior tolice seria continuar a acreditar em um final feliz...
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
O show deve continuar...
FOTO: MARINA GALLUCCI - Estréia da CTT, O Grande Vampiro (Agosto, 2 - 2007)
Soneto XXIII
Como no palco o ator que é imperfeito
Faz mal o seu papel só por temor,
Ou quem, por ter repleto de ódio o peito
Vê o coração quebrar-se num tremor,
Em mim, por timidez, fica omitido
O rito mais solene da paixão;
E o meu amor eu vejo enfraquecido,
Vergado pela própria dimensão.
Seja meu livro então minha eloqüência,
Arauto mudo do que diz meu peito,
Que implora amor e busca recompensa
Mais que a língua que mais o tenha feito.
Saiba ler o que escreve o amor calado:
Ouvir com os olhos é do amor o fado.
Will Shakespeare
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Esse seu olhar...
Vejo uma foto no orkut. Foto antiga. Talvez não tanto. Foi em um aniversário do Omar em 2005. Aquela festa surpresa foi um sucesso, inesquecível, não acha? Na foto, nós duas. Muito diferentes dos tempos em que nos conhecemos. Apesar de, naquela época, ainda não reconhecermos todas as diferenças. Estávamos no meio do caminho. Hoje, vejo a foto do último sábado. E nossa, somos outras pessoas. Aparentemente não sou mais aquela gordinha insegura (só aparentemente) e você não é aquela menina mimada (agora é uma mulher de personalidade forte)!
Ainda lembro. Você entrando na sala. Sentou ao meu lado (e você tinha feito entrevista para entrar na escola com a minha mãe). Tínhamos o penal igual – viramos amigas. Só que apenas durou o primeiro dia de aula. Mas na segunda série, as amizades são um pouco efêmeras. Na verdade, nas séries seguintes, nos bicamos muito pouco. Foi na sétima série. Nas longas esperas aos pais, na saída do colégio. Por alguma razão, nós extremamente diferentes travamos uma forte amizade. Chegava ser engraçado. Até quando brigávamos, não tinha força que nos separasse. Permanecíamos emburradas, uma ao lado da outra. Muitas e muitos se juntaram a nós e foram embora depois. Mas nós, unidas!
Foram amores, decepções, burradas e CAGADAS! Dividimos os maiores segredos!
Ensino Médio. Poderia ter sido crucial. Você mudou de colégio. Mas a amizade continuou a mesma. Talvez não tivéssemos mais as longas conversas (que duravam a tarde inteira) ao telefone, como nos anos interiores. Mas quando nos encontrávamos era a mesma cumplicidade. Esses dias, encontrei uma carta daquela época. Você escreveu no meu aniversário. Ela estava perdida no meio de um livro qualquer. Se naquela época já tínhamos vivido tanta coisa juntas, imagina hoje?
Eu sempre um tanto sonhadora. Revolucionária. Alternativa. Sim, quero mudar o mundo. E como você diz sobre as minhas aspirações futuras: “a sua cara, não podia ser diferente”. Você, um tanto que incompreendida. Uma “madame” – “pirua” mesmo! Quem sabe até um pouco preconceituosa. Mas, como eu ,carrega marcas para vida inteira – de um amor/carma doente. Eu ainda acho que você não superou. Mas, tenho que confiar na tua palavra. Por mais que te conheça, nunca vou saber exatamente o que se passa aí dentro. Por isso que o seu olhar tem incomodado tanto.
Reagimos às coisas de tão diferentes formas. Parecemos ter valores totalmente opostos. Deve ser por isso que todos se surpreendem tanto, quando por acaso há um reencontro e dizemos: “sim, ainda somos amigas”. Como é possível amar tanto alguém assim – irritante e com atitudes (que eu) considero absurdas?
Hoje, temos mais uma coisa em comum: a Paty - que de uma certa forma estava destinada (a qualquer custo) a fazer parte de nossas vidas. E sempre existirá o Omar e os aniversários dele. Que muito mais que fotos, dão a oportunidade de reencontro. Será que esse é o preço de crescer? Ficar mais difícil de estar perto dos amigos? Mas, a amizade não muda. As verdadeiras não. Isso que importa. Só que dói saber, que estava distante quando você passou a maior barra da sua vida. E não saber compreender mais o seu olhar – o melhor, de ter medo de te dizer, o que penso que ele significa e porque ele tem me incomodado tanto.
Por que eu acho que você não está feliz como merece? E por que tenho a impressão que tudo isso que vive é uma ilusão de felicidade? Talvez seja a minha falta de percepção. Sendo nós diferentes, a sua felicidade é totalmente oposta. Mas é o seu olhar. Ele me fere. Sinto falta de você cheia de vida – sinto falta do seu vigor contagiante. Acho que é excesso de maternidade. Você passou um pouco dela para mim. Passo a ter estes instintos contigo também. Sempre tive. Mas a maturidade faz com que eles se expandam. Eu quero que se liberte dos condicionamentos e que viva. Plena. Sem medo. E que pare de fugir! Posso estar falando um bando de asneiras. Mas, é esse seu olhar... Ele ainda brilha. Este fato é esperançoso. Talvez eu volte a ver a mesma luz de antigamente.
Ainda lembro. Você entrando na sala. Sentou ao meu lado (e você tinha feito entrevista para entrar na escola com a minha mãe). Tínhamos o penal igual – viramos amigas. Só que apenas durou o primeiro dia de aula. Mas na segunda série, as amizades são um pouco efêmeras. Na verdade, nas séries seguintes, nos bicamos muito pouco. Foi na sétima série. Nas longas esperas aos pais, na saída do colégio. Por alguma razão, nós extremamente diferentes travamos uma forte amizade. Chegava ser engraçado. Até quando brigávamos, não tinha força que nos separasse. Permanecíamos emburradas, uma ao lado da outra. Muitas e muitos se juntaram a nós e foram embora depois. Mas nós, unidas!
Foram amores, decepções, burradas e CAGADAS! Dividimos os maiores segredos!
Ensino Médio. Poderia ter sido crucial. Você mudou de colégio. Mas a amizade continuou a mesma. Talvez não tivéssemos mais as longas conversas (que duravam a tarde inteira) ao telefone, como nos anos interiores. Mas quando nos encontrávamos era a mesma cumplicidade. Esses dias, encontrei uma carta daquela época. Você escreveu no meu aniversário. Ela estava perdida no meio de um livro qualquer. Se naquela época já tínhamos vivido tanta coisa juntas, imagina hoje?
Eu sempre um tanto sonhadora. Revolucionária. Alternativa. Sim, quero mudar o mundo. E como você diz sobre as minhas aspirações futuras: “a sua cara, não podia ser diferente”. Você, um tanto que incompreendida. Uma “madame” – “pirua” mesmo! Quem sabe até um pouco preconceituosa. Mas, como eu ,carrega marcas para vida inteira – de um amor/carma doente. Eu ainda acho que você não superou. Mas, tenho que confiar na tua palavra. Por mais que te conheça, nunca vou saber exatamente o que se passa aí dentro. Por isso que o seu olhar tem incomodado tanto.
Reagimos às coisas de tão diferentes formas. Parecemos ter valores totalmente opostos. Deve ser por isso que todos se surpreendem tanto, quando por acaso há um reencontro e dizemos: “sim, ainda somos amigas”. Como é possível amar tanto alguém assim – irritante e com atitudes (que eu) considero absurdas?
Hoje, temos mais uma coisa em comum: a Paty - que de uma certa forma estava destinada (a qualquer custo) a fazer parte de nossas vidas. E sempre existirá o Omar e os aniversários dele. Que muito mais que fotos, dão a oportunidade de reencontro. Será que esse é o preço de crescer? Ficar mais difícil de estar perto dos amigos? Mas, a amizade não muda. As verdadeiras não. Isso que importa. Só que dói saber, que estava distante quando você passou a maior barra da sua vida. E não saber compreender mais o seu olhar – o melhor, de ter medo de te dizer, o que penso que ele significa e porque ele tem me incomodado tanto.
Por que eu acho que você não está feliz como merece? E por que tenho a impressão que tudo isso que vive é uma ilusão de felicidade? Talvez seja a minha falta de percepção. Sendo nós diferentes, a sua felicidade é totalmente oposta. Mas é o seu olhar. Ele me fere. Sinto falta de você cheia de vida – sinto falta do seu vigor contagiante. Acho que é excesso de maternidade. Você passou um pouco dela para mim. Passo a ter estes instintos contigo também. Sempre tive. Mas a maturidade faz com que eles se expandam. Eu quero que se liberte dos condicionamentos e que viva. Plena. Sem medo. E que pare de fugir! Posso estar falando um bando de asneiras. Mas, é esse seu olhar... Ele ainda brilha. Este fato é esperançoso. Talvez eu volte a ver a mesma luz de antigamente.
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Lembrete contra o azedo e o amargo
Sabe aquelas pessoas arrogantes que se acham entendidas de tudo?
Sabe aquelas pessoas que se acham "os" "as" jornalistas?
Você não é uma delas!
Você não é intolerante!
Você não é ignorante!
Você consegue ver o lado bom das pessoas!
E é compreensivo com as diferenças!
Sabe aquelas pessoas que se acham "os" "as" jornalistas?
Você não é uma delas!
Você não é intolerante!
Você não é ignorante!
Você consegue ver o lado bom das pessoas!
E é compreensivo com as diferenças!
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Um pouco de curupiras, vampiros e velhos amigos...
Estes últimos dias vieram a contragosto, mas você já se vê obrigada a achar motivos para sorrir. Graças aos novos amigos que te levam para programinhas intelectuais na cinemateca e os velhos companheiros que continuam com os tradicionais encontros de aniversário...
Sem esquecer do orgulho de ver "o respectivo", vestido de mulher e arrancando aplausos e delírios da platéia. O que pode ser considerado no mínimo surreal. De certa forma, foi a primeira vez que beijei uma mulher – que assustadoramente descobri ter alguns dos meus trejeitos. O que estraga são aqueles comentários (“universitários”) infames. Aquelas caras intragáveis e alguns novos espaços de publicação que limitam os cérebros femininos a vírgulas mal colocadas e homens. Mas nem tudo está perdido. Descobri que ainda existem mestres que enxergam além e podem, em muito, contribuir com o que se planeja.
Sem esquecer do orgulho de ver "o respectivo", vestido de mulher e arrancando aplausos e delírios da platéia. O que pode ser considerado no mínimo surreal. De certa forma, foi a primeira vez que beijei uma mulher – que assustadoramente descobri ter alguns dos meus trejeitos. O que estraga são aqueles comentários (“universitários”) infames. Aquelas caras intragáveis e alguns novos espaços de publicação que limitam os cérebros femininos a vírgulas mal colocadas e homens. Mas nem tudo está perdido. Descobri que ainda existem mestres que enxergam além e podem, em muito, contribuir com o que se planeja.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Dona Iracema
Geralmente, ela é a primeira pessoa que eu vejo de manhã. Acho que também, foi uma das primeiras pessoas que eu conheci (fora do setor) quando cheguei. Iracema Indoléncio, para mim (e todos os outros na agência): a Dona Iracema! Foi amor à primeira vista. Lembro até hoje, o jeitinho dela (eu ainda estava na seleção para conseguir o estágio). Depois que consegui, percebi que ela seria a minha alegria em muitas manhãs. Já que a maioria do pessoal aqui só trabalha a tarde e o pessoal da assessoria chega mais tarde do que eu.
No terceiro andar da agência Dona Iracema é bem conhecida. Como ela mesma diz: “Andando de um lado para o outro, com a flanelinha na mão”. No BRDE há 22 anos, ela sempre foi responsável pela limpeza das dependências da Diretoria. “Comecei a trabalhar aqui no dia 25 de Abril de 1985. No dia em que Tancredo Neves foi sepultado, nunca esqueço”. Ela viu o crescimento da agência em seus diversos endereços assim como trajetória de muitas pessoas pelo banco.
Natural de Joinville, essa descendente de alemães está há 46 anos em Curitiba. “Morando na mesma casa”, acrescenta. Quem chega no bairro Uberaba, diz dona Iracema, e ver uma casa com o jardim todo florido, pode reconhecer onde mora. “Quem vê sabe que é casa de catarina”, brinca. Em casa, ela não pára. “Quando sobra um tempinho gosto de bordar e cuidar do jardim com minha mãe”. Jardim, que é uma das paixões de dona Iracema. “Só vendo mesmo. Tem flores de todos as variedades”.
Mãe da Queila e da Karina, dona Iracema diz que tem uma sorte imensa. “Sou abençoada tenho uma família a e duas filhas maravilhosas”. Com 60 anos e muita disposição para continuar trabalhando, Dona Iracema não quer parar tão cedo. “Quero ir até onde Deus permitir e com saúde”. A sua única lamentação: “eu ainda não tenho nenhum netinho”.
E é mais ou menos assim, a minha companheira de conversa nas manhãs em que as coisas estão mais tranqüilas no trabalho. Um misto de mãe e avó. Uma simpática senhora que além de acompanhar meu processo de seleção, já me viu chorar, rir, passar mal, já dividimos segredos... Além de que ela foi a primeira a me consolar, quando em uma certa segunda-feira, apareci no trabalho com o olho roxo (do assalto). E agora, recentemente, tive oportunidade de retribuir um pouco do carinho, já que ela foi a funcionária escolhida para o perfil do jornal mural interno. Essa é minha "companheirona" no trabalho: a Dona Iracema!
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