
A maioria dos meus amigos já chegaram ao ponto da conversa em que eu digo: “Eu também tenho as minhas teorias. Já reparou que os sapos estão sumindo? Eu acho que a urbanização já está causando um desequilíbrio ecológico, há um bom tempo, no que se refere aos sapos”. Na certa, empiricamente falando, eu não sou a única que percebeu isso no dia-a-dia.
Eu tenho várias lembranças da minha infância seja na casa da minha vó ou na minha (considerando que moramos em condomínios de apartamentos), que assim que chovia ou ameaçava chover lá apareciam aquelas simpáticas e controversas criaturas. E, não eram apenas sapos, as rãs também eram facilmente avistáveis. As vezes nem era preciso umidade, lembro dos meus primos revirando as pedras do jardim e lutando ferozmente com um sapo e nós gritando para que eles não fizessem isso, pois o sapo iria soltar leite venenoso. Lembro também de uma vez no Parque Barigüi, estávamos andando no mato e minha tia fez um verdadeiro escândalo quando uma perereca pulou na nossa direção. Aposto que se você revirar a memória, vai ter facilidade para lembrar uma boa história de sapo, mas não que tenha acontecido atualmente. E aí que pergunto, onde estão os sapos? Pois acho que não é apenas uma teoria furada que enquanto os de pelúcia mutiplicam-se , os verdadeiros não dão mais o ar da graça.
Pesquisei na Internet para ver se algum cientista já tinha notado a ausência dos nossos amigos anfíbios e a minha surpresa que não apenas notaram, mas vêem isso com grande preocupação. Eu vou colocar os links que achei, mas em resumo o homem tem culpa no que está acontecendo com os sapos. A maior suspeita dos cientistas é uma bactéria. Com o aquecimento global, a proliferação desses microorganismos é favorecida. Os anfíbios também são muito suscetíveis a mudanças climáticas, e aí poderia estar outra causa.
Curiosamente, a teoria da bactéria ganha força porque certas espécies de sapos que podem e precisam ficar mais expostas ao sol, não a desenvolvem. Já os sapos que são mais sensíveis a luz do sol, tem maior facilidade de serem infectados. A bactéria, apesar de precisar de mais calor, morre, se muito tempo exposta aos raios solares.
Para saber mais:
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas_sesc/pb/artigo.cfm?Edicao_Id=249&breadcrumb=1&Artigo_ID=3923&IDCategoria=4331&reftype=1
http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=39039
1 tagarelos:
Ai Deus.... Tenho asco a sapos....
POr mim todos porderiam se tranforamr em belíssimas borboletas. Isso me seria um grande favor!!!!
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